dezembro 22, 2012

Ela Depila Lá Embaixo


Talvez seja a falta de prática de frequentar praia, mas essas gringas tricotomizadas parecem ter uma grande preferência por biquinis finos e lisos. O que acontece então?


Monstros Marinhos em Búzios




dezembro 11, 2012

Hoje peguei um taxista tão gordo que no painel dele devia ter as fotos dos filhos com os dizeres "PAPAI NÃO COMA".

Um Celular com Câmera no Camelódromo







dezembro 10, 2012

Lídia Brondi




Não vou botar as fotos da Playboy porque são fáceis de achar e já são da época em que ela estava enlouquecendo. A moça claramente já não se sentia tão à vontade sem roupa (como na cena de Rádio Pirata, acima, em que faz sushi só de calcinha pro Lauro Corona - o maior falso comedor do cinema brasileiro dos anos 80). Sempre pensei que, de repente, ser atriz e ser filha de pastor não bateu pino na cabeça dela. Mas que ela era uma gata e charmosa, era.

Vista do Pico da Tijuca


Clique para ampliar.

Numerais Arábicos e Sensores Digitais

Estou assistindo a um documentário num canal chamado Curta! que está com uma grade experimental na GVT. Vou curti-lo antes que comecem a entupir sua programação com coisas como "vida de caixeiro-viajante - Paul Strumble roda os Estados Unidos em busca do melhor preço - mas na maioria das vezes o que ele encontra é uma boa história!". Ou "Contos de Contador - Willie Bumper e sua firma de contadores têm uma montanha de números pela frente - mas o pior são os clientes!". Mas, por enquanto, ainda sobrevivem séries realmente interessantes e a que está passando é "A História da Matemática".

Neste episódio, o apresentador conta a chegada dos numerais arábicos à Europa através das mãos de Leonardo di Pisa, ou Fibonacci. Inicialmente eles foram olhados com muita desconfiança porque, sendo tão fáceis de usar, poderiam ser aplicados em fraudes de maneira igualmente fácil. O que mostra que desde a Idade Média as pessoas já confundiam o instrumento com a arte e a arte com o artista.

Mas esse aí acima não era o único entrave. As autoridades temiam também que sua simplicidade desvelaria a fachada assustadora da matemática para as massas e minaria o poder da elite. Também fica claro que desde a Idade Média já se usava o conhecimento e a educação como instrumentos de opressão, sendo esse um dos motivos pelos quais desconfiamos da polidez. É por isso que sempre que você ouvir alguém ficar falando que é um romântico que preferia muito mais fotografar com filme ou fazer animação à mão, ou ouvir um vinil, mantenha-se em guarda. Provavelmente é um caso claro de elitismo. Um conhecido meu, fotógrafo premiado do Globo, já dizia no início do século XX, ele conhecia profissionais que eram capazes de, com cuspe e Coca-cola, revelar um filme em quinze minutos num elevador. E isso atualmente não serve pra porra nenhuma.

Tudo que facilita o acesso do público em geral ao conhecimento, à educação e à arte é olhado com profunda desconfiança e desprezo. A internet, quando começou a aparecer, no meio dos anos 90, por exemplo, era encarada como instrumento de alienação (!!!!!!!) por muita gente, principalmente hippies que eu conhecia. Já hippies mais argutos, como Jerry Garcia, logo de cara viram o potencial democratizante daquele troço que podia transformar qualquer pessoa num meio de comunicação de massa.

Durante anos, a simples capacidade que eu tinha de tirar fotos claras, nítidas, bem expostas e coloridas  impressionou as pessoas. Mas, com a rápida evolução das câmeras digitais, qualquer um com um bom telefone pode fazer imagens com essas características. Como você acha que quem vive disso encara a coisa? A arte da fotografia mudou e tinha muita gente que não estava disposta a ter que reaprender tudo que sabia. Veja como fotos de casamento são hoje em dia - afinal de contas, qualquer um pode tirar um retrato da noiva com qualidade. Num ambiente desses, é preciso mais do que simples conhecimento da técnica para se destacar. É preciso qualidade. É preciso talento. É preciso ter o que dizer, já que a forma está à disposição de todos. Já que a tabuada pode ser ensinada a crianças ainda no primeiro ano do fundamental.

dezembro 09, 2012

Como o Mundo Mudou


Já no último Dia do Trabalho americano (o qual, pra manter o costume, é numa data diferente daquela do resto do mundo), o líder republicano na Câmara, John Boehner, tuitou que aquele era o dia em que se celebravam aqueles que empreendedores que corriam riscos e criavam empregos.

dezembro 01, 2012

Nathalia, por que você fez isso comigo?

Vala Coletiva


Os Impossíveis - Parte III


Leia aqui todos os capítulos, incluindo este. Os capítulos estão em ordem decrescente

Com ombros largos e uma vasta, ainda que grisalha cabeleira, a figura imponente, apesar da meia-idade, observava as cenas exibidas em diversos monitores de variados tamanhos impressos diretamente na parede em tecnologia OLED, indisponível para civis. Seus auxiliares convocados não conseguiam disfarçar a repugnância e mesmo o medo induzido pelas imagens do massacre na base secreta. Em vão eles procuravam por um sinal das mesmas emoções na fisionomia do chefe do Departamento. Mas aquele rosto permanecia num ricto firme e inabalável e, quando finalmente ele se pronunciou, foi com a segurança de um homem acostumado às grandes decisões em questão de instantes, capaz de pesar e sopesar todas as consequências de qualquer ação com raciocínio e intuição e escolher quase sobrenaturalmente o melhor caminho.

- Parece que nossos... competidores... estavam mais adiantados em seus projetos do que nós no nosso. Não importa. Devemos imediatamente infiltrar alguém em sua organização. Temos evidências de que seu recrutamento e financiamento passam através do Cassino.

- O Cassino? Você quer dizer... o cassino?

- E existe algum outro? A quantidade de dinheiro, assassinos, homens capazes de tudo e marginais os mais diversos fez dele atualmente o ponto focal da espionagem internacional.

- E como vamos fazer a infiltração?

O homem imponente elevou sua voz no ar como se falasse com um fantasma.

- Divisão 3? Aqui é do Departamento.

Sua voz foi captada pelos microfones inteligentes da parede, que encaminharam a chamada automaticamente ao seu destinatário. Sensores de imagem escanearam todos na sala, identificando-os e checando seus níveis de segurança para permitir que os alto-falantes direcionais distribuíssem a resposta para todos os agentes presentes e não apenas para alguns escolhidos.

- D3 falando.

- Em que pé está o projeto D3 00X?

- Pronto para ativação, senhor.

- Perfeito. Envie-o para o cassino. Vamos fazer uma infiltração.

- Sim senhor. Imediatamente, senhor. Poderia saber o motivo, senhor?

- Temos uma emergência.

Lúcia Veríssimo