julho 19, 2007

A Máscara da Beleza

Esta eu vi num especial da BBC sobre beleza, em 2 partes, apresentado pelo John Cleese, que passou no Discovery, antes que o canal fosse tomado por programas sobre carros e crimes.

O especial apresentava várias teorias sobre por que achamos um rosto belo, uma delas inclusive de certa divulgação, de que é a simetria entre os lados que o torna atraente ao nosso olhar. Outra delas era a do sujeito que fez o desenho abaixo. Partindo do princípio de que as proporções do retângulo áureo são para nós institinvamente bonitas, ele as usou como base para os polígonos de um modelo da face humana, chegando à máscara aí em baixo. Quanto mais parecido você for com essa máscara, mais bonitinho(a) você é.

Então é isso: pegue uma foto sua de frente, ajeite-a para ficar do mesmo tamanho da ilustração abaixo e ponha uma sobre a outra. Quanto mais suas proporções baterem com ela, mais atraente você é. Aproveite e veja se sua cara está gorda, é curta ou comprida demais.



Eu recomendaria clicar na imagem, pra conseguir o tamanho ampliado. E, vem cá, esse troço aí não é os cornos do Tom Cruise?

Causos da Panelinha

A Panelinha é o grupo de discussáo do pessoal que estudou na ECO - Escola de Comunicação da UFRJ. O email da vez é do editor da Veja-Rio, Sérgio Garcia:

De: panelinha@yahoogroups.com [mailto:panelinha@yahoogroups.com] Em nome de Sergio Garcia
Enviada em: quarta-feira, 18 de julho de 2007 18:02
Para: panelinha@yahoogroups.com
Assunto: RES: [panelinha] Re: Xatto, Tardin


Foi em Barcelona. Vou ver se a Paula guardou a foto.

Uma bandeira arco-íris escrito Pau. Achei bonita e direta a reivindicação dos gays de lá. Só depois descobri que pau é paz em catalão.

Monika Pagando Mico


Natal, RN, 1999

(foto de Luiz Henriques)

Bons tempos...

Música para Esquartejadores

All of me
Why not take all of me
Can't you see
That I'm no good without you
Take my arms
I want to loose them
Take my lips
I'll never use them

Your goodbye
Left me with eyes that cry
And I know that I
Am no good without you
You took the part
That once was my heart
So why not take all of me

(Desculpe, Billie Holiday, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald & todo o pessoal que gravou este clássico, mas não pude resistir)
Del olha para sandra, assustando-se com seu sangramento e seu estado visivelmente ferido e vai ajudá-la a vir ao seu nível do palco.

Del
Sandra! O que que aconteceu?

Sandra
Vê, Del, a vida é tão frágil. (RESPIRA E OFEGA COM DIFICULDADE E MOSTRA O SANGUE A ELE) Ar e água. Apenas ar e água... o resto é imaginação...

(Da peça OS SONHOS E OS MORTOS)

Mutantes @ Circo Voador (Rio) - Ando Meio Desligado (Sexta)

Ok, o show em fevereiro foi sensacional, melhor do que o do DVD ao vivo, mas Os Mutantes e o Circo Voador estavam destinados a se encontrar, mesmo com o conjunto já desbandado quando o Perfeito Fortuna teve a idéia da lona para shows. Fui em ambas as apresentações, em 29 e 30 de junho e foram espetaculares, ribombosas, épicas, mastodônticas e outros adjetivos quetais. Ponto alto na sexta-feira: lourinha com corpo sarado e cara de bêbada sobe nos ombros do namorado, tira a blusa e mostra os peitos. Depois desce pra platéia e fica até depois do show com os seios balouçantes livres e nus - na saída, eu e Suzy passamos por ela ainda descamisada. Nenhum tumulto. Maior paz.
No aguardo das novas apresentações deles no lugar que nasceu para recebê-los,

Luiz

julho 15, 2007

Mais Fotos de uma Tarde em Paquetá


Esquadrilha da Fumaça



Foto sensacional de 1964 ou 1965. Pela primeira vez eu tive a sensação de paúra que deve dar quando você mergulha seu aparelho na direção do solo a 500 quilômetros por hora. Um quilômetro de altura não é o suficiente pra dar segurança.
Note que o único edifício que não faz sombra na praia é o Guarujá, que foi construído pelo plano Agache, que previa um recuo para deixar o sol bater na areia de Copacabana o dia inteiro. Na década de 60, quando foi favelizada de vez a orla de Copa e de Bota, mandaram esses cuidados pra escanteio. O jardim em frente ao prédio foi vendido e construíram um favelão nele, o Antares ou outra coisa com nome de estrela ou galáxia. O Guarujá passou de prédio de luxo a cortiço e quase foi demolido e hoje é um flat para terceira idade.

Saiu a Zé Pereira



Revista do Zé José. Este número tem uma crônica minha. Em bancas e livrarias por R$ 2,00. Mais informações no blog da Zé Pereira

O Rapto do 464

(Crônica publicada em 2005 no primeiro número da revista sobre transportes MOVIMENTO)

A discussão era se vale realmente a pena deixar o conforto da poltrona de casa e sair correndo para pegar engarrafamentos, dificuldade de estacionar, cadeirinhas desconfortáveis e arrastões só para sentir a emoção de ver o jogo ao vivo no Maracanã. Alguns argumentavam que se perde o replay e o tira-teima, outros ponderavam que em compensação perde-se também o Casagrande e o Arnaldo César Coelho.

Eu já enveredava pela nostalgia, pelo imenso afeto que eu sentia pelo 464, nos tempos sem metrô e sem carro popular, sempre cheio em seu caminho para o jogo, nos tempos em que qualquer clássico levava sessenta mil pessoas ao Maracanã, nos tempos em que o futebol carioca era o melhor do país, nos tempos em que desde as três da tarde o trânsito já não fluía a partir do Estácio. Isso para não falar nos jogos importantes em meio de semana, em que todo mundo chegava na mesma hora. Ainda me lembro da agonia do 464 se arrastando pelo Flamengo, entupido de vascaínos, na final do campeonato brasileiro de 74, eu e meu pai em pé, o raio do ônibus que não andava, tudo engarrafado. Para a minha adolescência em Botafogo, aquela era a grande linha - ia para as praias de um lado e para o Maracanã do outro. Foi quando o André comentou que já tinha sequestrado um 464. Como assim, sequestrado um 464? Ia jogar sobre a embaixada americana ou coisa parecida? Não que o André fosse da Al-Qaeda, mas quase. Tinha sido da Falange Rubro-Negra, quando não em sua identidade secreta de estudante de filosofia, ambos em tempos idos.

A experiência terrorista de nosso amigo começou no dia em que o Botafogo, após vinte e um longos e invernais anos, conseguiu, escalando em suas linhas Maurício e Mazolinha, vencer o Flamengo de Zico, Bebeto, Renato Gaúcho e Leandro jogando pelo empate. Daí se imagina o bom humor do André quando, junto com vários colegas da Falange, teve que entrar num 464 já com alguns botafoguenses batucando e cantando seus empoeirados e bolorentos cantos de vitória. O pessoal da Falange não tinha que aguentar aquilo. Ainda mais estando em maior número. Entraram e puseram para fora à força os adversários e se apossaram completamente do ônibus, inclusive intimidando o motorista para que ele não parasse nos pontos para pegar botafoguenses, principalmente no Mourisco, então sede do Botafogo e parte do itinerário da linha.

Ainda que saboreando a satisfação primitiva pela conquista daquele exíguo e móvel território, viajar até Copacabana entre todos aqueles carros buzinando e batucadas em ônibus parecia uma grande provação para os falangistas. Os diretores da torcida diziam que eles deveriam levar o hino do Flamengo, mostrar orgulho apesar da derrota, mas ninguém se sentia com espírito para tanto. Foi quando alguém falou que eles deveriam então cantar o hino do Botafogo.

E assim foi feito. Os uniformizados tiraram suas camisas e as esconderam e todos começaram a cantar - ainda que docemente constrangidos - Botafogo, Botafogo, campeão de 1910... e logo conseguiram atrair um incauto coroa e torcedor adversário para o carro. O óbvio fato de que ele covardemente sequer se dera ao trabalho de ir ao jogo e ficara em casa vendo pela tevê mais enfureceu os rubro-negros, mas eles continuaram entoando o hino, enquanto, segundo André, o coroa tentava comemorar sem demonstrar o mínimo jeito para a coisa, brandindo o braço e sorrindo, mais parecendo uma caricatura. Ele entrou, pagou a passagem e - imagino a cena - começou a perceber que todos os olhares estavam fixos nele, enquanto o hino alvinegro era cantado sem paixão, com todos aqueles rostos encarando-o sem demonstrar alegria, a cadência de marcha de hino de clube começando a tornar-se cada vez mais sinistra aos ouvidos do pobre senhor até ele divisar o detalhe final e revelador - saindo de bolsos das bermudas e dos shorts, mal amassadas em mãos fechadas... camisas do Flamengo!

O coroa foi posto para fora na base do cascudo - notem bem, cascudos, nada de tacles e pontapés até deixar o cara desacordado na rua, o André nunca foi disso - e foi apenas o primeiro de uma série. Vários outros se seguiram, até que na altura da Corrêa Dutra, entrou um baixinho carregado de faixas do Botafogo campeão. Era tudo que o pessoal da Falange queria para coroar a noite após sentir em suas entranhas aquele gol do Maurício, tacar fogo em um monte de faixas do adversário. No entanto, torcidas organizadas costumam atrair sujeitos chegados em movimentos organizados em geral, inclusive sindicais. Quando o baixinho percebeu que era uma presa num ninho de predadores, começou a gritar implorando por suas faixas, pois que era Fluminense e estava indo para o Mourisco apenas para vendê-las e faturar um troco com aquela paixão pelo esporte da qual ele não compartilhava. Imediatamente os sindicalistas começaram a ponderar que ele era trabalhador e precisava ser respeitado, num país em que o capital leva tanta vantagem e a mão-de-obra não tem vez, e a luta de classes, e os juros a 16% etc etc... Enfim, o baixinho foi poupado. Mas ele não saltaria no Mourisco, quartel-general do inimigo, onde o ônibus não pararia. Teria que saltar no Rio Sul e caminhar até lá.

E eis que o 464 chega no Mourisco e pára, apesar de tudo que fora dito. O baixinho saltou e, mal encostou o pé na segurança do asfalto, começou a gritar, "aí, galera, o ônibus tá cheio de flamenguista". Pode-se imaginar o que se seguiu, o carro cercado de gente por todos os lados, levando chutes na lataria, pessoas tentando invadi-lo pelas janelas, enfiando as mãos pelas frestas tentando atingir alguém, outros empurrando as portas para se abrirem e o motorista forçando lentamente passagem, avançando centímetro a centímetro motivado pelos cascudos que ia levando dos flamenguistas, lembrando vagamente a retirada americana do Cambodja.

Enfim, por dentre um mar de cabeças, pontapés e demonstrações várias de territorialidade de ambas as partes, o 464 irrompeu para a segurança do asfalto vazio de uma da manhã e avançou pelo Túnel Novo, ainda impulsionado por cascudos no motorista, bem merecidos, segundo o André, por ele ter parado no Mourisco.

- E agora, meus amigos, me digam... - completou ele após a longa história - Quando é que assistindo ao jogo pela tevê alguém vai se divertir tanto assim?

Mônica Maia



A elegante jornalista e editora na festa de lançamento do jornal sobre artes do Zelig, o PAPEL DAS ARTES

Do blog argentino POLEMICA DEPORTIVA

Como ganar la Copa America y no morir en el intento

Son brasileños:
I - por nacimiento:

a) los nacidos en la República Federativa del Brasil, aun hijos de padres extranjeros, siemrpe y cuando estos no estén al servicio de su país;
b) los nacidos en el extranjero, de padre brasileño o de madre brasileña, siempre y cuando cualquiera de ellos esté al servicio de la República Federativa del Brasil;
c) los nacidos en el extranjero, de padre brasileño o de madre brasileña, siempre y cuando vengan a residir en la República Federativa del Brasil y opten, en cualquier tiempo, por la nacionalidad brasileña."

II - naturalizados:
a) los que, en la forma de la ley, adquieran la nacionalidad brasileña, exigidas a los originarios de países de lengua portuguesa apenas residencia por un año ininterrumpido e idoneidad moral;
b) los extranjeros de cualquier nacionalidad residentes en la República Federativa del Brasil hace más de quince años ininterrumpidos y sin condena penal, desde que requieran la nacionalidad brasileña."

março 29, 2007

Meus Poemas Favoritos, Pedro Tinoco e Bukowski


Meu grande (grande mesmo, 130 quilos) amigo Pedro Tinoco, como se pode ver, está virando o Bukowski. Em homenagem, um de meus poemas favoritos de todos os tempos, de autoria do bêbado genial:

SPLASH

A ilusão é de que você está simplesmente
lendo este poema
a realidade é que isto é
mais que um
poema.
isto é o canivete de um mendigo
isto é uma tulipa
isto é um soldado marchando
através de Madrid.
isto é você em seu próprio
leito de morte
isto é Li Po rindo
lá embaixo
isto não é a porra de um
poema.
isto é um cavalo adormecido
uma borboleta em
sua mente
isto é o circo do
demônio
você não está lendo isto
numa folha
a folha está lendo
você
pode sentir?
é como uma serpente. é uma águia esfomeada rodando pela sala

isto não é um poema. poemas são chatos
fazem você dormir

estas palavras forçam você
a uma nova
loucura

você foi abençoado, você foi atirado em uma
cegante área de
luz

o elefante sonha
com você
agora
a curva do espaço
se dobra e
gargalha

você pode morrer agora
você pode morrer agora como
todas as pessoas deveriam
morrer:
grandes,
vitoriosas,
escutando a música,
sendo a música,
retumbando,
retumbando,
retumbando.

Abaixo, o original:

The illusion is that you are simply
reading this poem.
the reality is that this is
more than a
poem.
this is a beggar's knife.
this is a tulip.
this is a soldier marching
through Madrid.
this is you on your
death bed.
this is Li Po laughing
underground.
this is not a god-damned
poem.
this is a horse asleep.
a butterfly in
your brain.
this is the devil's
circus.
you are not reading this
on a page.
the page is reading
you.
feel it?
it's like a cobra. it's a hungry eagle circling the room.

this is not a poem. poems are dull,
they make you sleep.

these words force you
to a new
madness.

you have been blessed, you have been pushed into a
blinding area of
light.

the elephant dreams
with you
now.
the curve of space
bends and
laughs.

you can die now.
you can die now as
people were meant to
die:
great,
victorious,
hearing the music,
being the music,
roaring,
roaring,

Os Mais Belos Poemas de Amor

CONTANDO AS BATIDAS
(Robert Graves)

Você, amor, e eu
(Ele sussurra) você e eu
E se não mais do que só você e eu
Que importa pra você ou eu?

Contando as batidas
Contando as lentas batidas do coração
O tempo sangrando até a morte em lentas batidas
Acordados eles jazem

Dia claro
Noite, e dia claro
Ainda assim a tempestade desabará sobre eles algum dia
De um céu amargo

Onde deveremos estar
(Ela sussurra) onde deveremos estar
Quando a morte bater à porta
Ó, onde deveremos estar
Você e eu?

Em nenhum outro lugar
(Ele sussurra)apenas aqui
Como estamos, aqui, juntos, aqui e agora
Sempre você e eu

Contando as batidas
Contando as lentas batidas do coração
O tempo sangrando até a morte em lentas batidas
Acordados eles jazem

(tradução livre de Luiz Henriques Neto)

Counting the Beats

You, love, and I,
(He whispers) you and I,
And if no more than only you and I
What care you or I ?
Counting the beats,
Counting the slow heart beats,
The bleeding to death of time in slow heart beats,
Wakeful they lie.

Cloudless day,
Night, and a cloudless day,
Yet the huge storm will burst upon their heads one day
From a bitter sky.

Where shall we be,
(She whispers) where shall we be,
When death strikes home, O where then shall we be
Who were you and I ?

Not there but here,
(He whispers) only here,
As we are, here, together, now and here,
Always you and I.

Counting the beats,
Counting the slow heart beats,
The bleeding to death of time in slow heart beats,
Wakeful they lie.

Grandes Frases da Televisão

"Comi uma alienígena! E não é com isso que a humanidade sonha desde que pela primeira vez um neandertal levantou os olhos e observou as estrelas?"

(Zaff Brannigan, em Futurama)

fevereiro 20, 2007

Minha Jangada Vai Sair para o Mar


O Mestre em Jardins e Pós-graduando de Belas-Artes Mauro Trindade (o Zelig) em seu momento Velho Pescador (Zifio, a gente enfia a minhoca no anzol e fica esperando a lampreia chegar por trás...).

Isto é Arnaldo


O olhar arguto de Arnaldo Bloch.

Fiat Lux!


O grande (grande mesmo) Pedro Tinoco.

fevereiro 12, 2007

E depois...

E o macho voltou para a fêmea
O doente para o cirurgião
A vítima para o agressor
E o vivo para a morte
Pois todos eles falavam a mesma língua.