junho 25, 2017

Maldição


Reaja furiosa, revoltada e irrevogável
Chore baixinho
Diga que não é verdade
E nunca será
Encaminhe-se ao espelho
Encare a verdade terminal
Dispa-se como uma puta
Vista-me como uma carapuça
E atravesse, em vivos 7 anos de sorte má
Uma interminável maré de bom azar.

outubro 11, 2015

Transcendental (Segunda Versão)


Meus dedos leem em teus lábios
Inúteis encantos de ilusão
Tentando esconder a verdade
Que saboreio em tua pele
E vejo teus mudos suspiros
Entrecortando o tempo
Em constantes de Planck

E, por uma vez, estes míseros sentidos
Que nos acorrentam a este reino
De Sombras e ilusão
Revelam a transcendência
Vendo você
Ouvindo você
Saboreando você
Sentindo você
Fodendo você

(... e o teu cheiro)

Transcendental


Meus dedos leem em teus lábios
 Inúteis encantos de ilusão
 Tentando esconder a verdade
 Que saboreio em tua pele
 E vejo teus mudos suspiros
 Entrecortando o tempo
 Em momentos de Planck

E, por uma vez, estes pobres sentidos
 Que nos acorrentam a este mísero mundo
 Revelam a transcendência
 Vendo você
 Ouvindo você
 Saboreando você
 Sentindo você
 Fodendo você

(... e o teu cheiro)

Ratos em Chamas

Esquizoides roedores
Em extasiada fúria
Espatifam viris enigmas contra a parede
Esmigalhando cérebros como crânios
Exumados de fetos abortados
Estilhaçados contra o muro
"Este é o nosso lema
Este é o nosso emblema
Este é o nosso brasão"
Escroquemente estroinam
Enquanto seus olhos escarlates
Ensanguentam a escuridão

abril 24, 2014

Taurina


 O touro
 A origem de toda carne
 Penetrando a mulher
 Com fúria, couro e suor
 E ela, num prazeiroso gozo pervertido
 apavorado e mitológico
 imaginando
 "Serei eu a patrona do Velho
- e sábio -
Mundo? A amante
 de Zeus Pai Todo-Poderoso
 Ou serei eu a mãe do monstro
 A Lenda do Labirinto
 O terror
 (e revelador de heróis)
 de Atenas?

novembro 11, 2013

Lady GaGa Depila Lá Embaixo


Clique para ampliar.

abril 08, 2013

Oração (Primeira Versão)

A mais bela visão
Teus lábios incréus
numa prece silenciosa
implorando para que nunca, jamais
nos seja concedida misericórdia

Tuas mãos infieis, postas
Juntas, em oração
Confessando todos os seus pecados
A glória de cada um deles

Teus olhos ateus fixados nos céus
E eu sinto a presença de Deus
Zen, Tao, Nirvana e Apocalipse
O verdadeiro nome de Deus - o Arauto do fim
Murmurado em êxtase iluminado e embevecido

Senhora, eu não sou digno
de que entreis em minha morada
mas dizei uma palavra e estarei perdido.

Incréus!

Para quem não acredita em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa

Uma Rua em Olinda

Clique para ampliar. Os carros sumidos é que isso é uma panorâmica de várias fotos que tiveram a perspectiva corrigida.

fevereiro 25, 2013

fevereiro 21, 2013

fevereiro 15, 2013

O Fim das Armas de Tiro Único


Foi mencionado alguns parágrafos acima a cápsula. A cápsula era já um produto da Revolução Industrial. Tinha a forma de uma pequeno balde, com fulminato de mercúrio por dentro. Essa substância tem a propriedade de “explodir” quando pressionada subitamente e era utilizada para gerar a faísca que deflagrava a pólvora. Na verdade, apesar do uso do pretérito, ela ainda existe e serve exatamente para isso, só que atualmente fica embutida na base dos cartuchos.

A cápsula tornou-se a base dos primeiros cartuchos para carga pela culatra. Eles eram feitos de papel e compunham-se da bala, uma base de cobre com a cápsula no meio, e a pólvora em seguida. Depois de carregado na arma, esse conjunto era disparado por uma agulha que atravessava a pólvora e atingia a cápsula, originando a faísca e deflagrando a carga.

O problema com a carga pela culatra sempre tinha sido a impossibilidade de se vedá-la completamente, uma vez feita nela uma abertura para entrar a munição. Um atirador receberia parte do impacto da explosão diretamente na cara. Os primeiros fuzis de agulha usavam a própria elasticidade do metal para fazer a vedação. A pressão fazia-o expandir-se e vedar os gases. Os franceses fizeram melhor e criaram o Chassepot, com um anel de borracha para desempenhar a função.

A vedação por borracha era tão mais eficiente do que a por metal puro que permitia o uso de uma carga maior e, portanto aumentava o alcance (e, simultaneamente, a precisão). Os Chassepot atiravam três vezes mais longe do que os Dreyser alemães e foram com aqueles que os gauleses partiram para a porradaria com seus vizinhos germânicos, crentes que seu fogo manteria seus oponentes à distância, incapazes de revidar. Não contavam que os hunos tivessem CANHÕES com carga pela culatra, que mantiveram a infantaria longe demais para usar seus fuzis.
O fuzil de agulha Chassepot, que tinha uma almofada de borracha pra selar a câmara. Repare no alto, à direta, embaixo da baioneta, o esquema de um cartucho de papel


Mas o cartucho de papel era frágil demais para ser usado num mecanismo que alimentasse a arma automaticamente. O rifle de repetição era o Santo Graal dos armeiros e buscado desde os primórdios da pólvora. Com o surgimento da cápsula fulminante, foram criados alguns sistemas que conseguiam fazer essa carga mecanicamente, mas eram complicados e, portanto, frágeis demais para o campo de batalha - e isso quando funcionavam. Por volta do meio do século XIX, a Volcanic Repeating Arms, nos Estados Unidos, começou a experimentar com “balas-foguete” - munições que encapsulavam a carga de pólvora e saíam “a jato” do cano. Essa ideia não vingou, mas seu criador, William Hunt, desenhou algumas armas para o cartucho, com recarga através de um mecanismo acionado por alavanca, que atingiria a glória mais tarde.


O cartucho de papel da Chassepot

Mais Terror

Na feirinha da Praça XV.

Seu Juarez na Feirinha da Praça XV

Ajudando o filho na barraca: "bota lá que eu sou menos jovem, mas sou bonito".

Fábrica da Bhering




O Relógio

Cassiano Ricardo 

Diante de coisa tão doida
Conservemo-nos serenos

Cada minuto da vida
Nunca é mais, é sempre menos

Ser é apenas uma face
Do não ser, e não do ser

Desde o instante em que se nasce
Já se começa a morrer.

Antes do Stresstab, Já Havia Edna St. Vincent Millay

My candle burns at both ends
It will not last the night;
But ah, my foes,
and oh, my friends,
It gives a lovely light!

Descontração