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novembro 10, 2012
setembro 26, 2011
julho 22, 2011
junho 09, 2011
fevereiro 09, 2011
A-deus Dun-ga A-deus Dun-ga
O Brasil ficou o primeiro tempo todo com a bola no pé e quem quase marcou gol foi a França. Mau sinal, isso remete à Armandolandia. Depois, a alegria do verdadeiro futebol brasileiro subiu à cabeça do Hernanes, ele foi expulso e tomamos outro passeio daquele país que os jogos contra o Brasil inventaram como potência do balípodo.
E ainda por cima temos que ficar ouvindo os locutores elogiando a nova postura da seleção brasileira. Legal, aí, já temos time pro Mundial de pilates. Enquanto isso, em dois jogos contra times grandes, duas derrotas.
E por falar em jogos contra times bons, quando é que o Neymar, o homem que teria ganho a Copa do Mundo se o Dunga tivesse convocado, vai fazer alguma coisa em partida importante?
Esclarecimento: o blogueiro também está torcendo por e leva fé em Neymar, mas acha que ele ainda está naquela fase de promessa. Precisa aprender a manter a cabeça em momentos decisivos, a jogar contra forte marcação individual, quando tiver pouco espaço e poucas chances para criar. Kaká realmente só subiu de nível quando foi jogar lá fora. Por enquanto o garoto do mohauk do Santos sempre deixou tudo pro Ganso e pro Robinho na hora da verdade...
E ainda por cima temos que ficar ouvindo os locutores elogiando a nova postura da seleção brasileira. Legal, aí, já temos time pro Mundial de pilates. Enquanto isso, em dois jogos contra times grandes, duas derrotas.
E por falar em jogos contra times bons, quando é que o Neymar, o homem que teria ganho a Copa do Mundo se o Dunga tivesse convocado, vai fazer alguma coisa em partida importante?
Esclarecimento: o blogueiro também está torcendo por e leva fé em Neymar, mas acha que ele ainda está naquela fase de promessa. Precisa aprender a manter a cabeça em momentos decisivos, a jogar contra forte marcação individual, quando tiver pouco espaço e poucas chances para criar. Kaká realmente só subiu de nível quando foi jogar lá fora. Por enquanto o garoto do mohauk do Santos sempre deixou tudo pro Ganso e pro Robinho na hora da verdade...
dezembro 06, 2010
Navalha de Occam
O campeonato brasileiro acabou e, no Vasco, PC Gusmão, que após bela recuperação tirando o time da zona de rebaixamento e levando-o à beira do G-4 para a Libertadores, teve o cargo ameaçado porque depois dessa bela campanha no final do primeiro turno e início do segundo, teve uma série de empates e derrotas, com muitos - muitos mesmo - adversários anotando seus gols nos últimos cinco minutos de cada partida.
PC fez uma espécie de mea culpa, dizendo que não soube administrar a boa campanha e deixou a equipe relaxar depois que o fantasma do rebaixamento foi afastado. No entanto, uma rápida análise das efemérides do certame nos leva a perceber que o começo da queda do Vasco, por uma incrível coincidência, deu-se quando da estreia de Felipe, Zé Roberto e Eder Luís.
A Navalha de Occam é uma ferramenta lógica. Basicamente diz que, se há várias explicações para um fato, a mais simples é a mais correta. Então que tal descartarmos que a queda de rendimento do Vasco foi mera coincidência? Apesar de medíocres, os garotos e desconhecidos que recuperaram o Vasco, fazendo uma longa sequência de empates fora de casa/vitórias no Rio, eram jovens, precisando ainda se firmar e, portanto, mais dispostos a correr até o fim, mesmo que os salários não estivessem em dia. Felipe, Zé Roberto e, menos, Éder Luís, chegaram fora de forma, ficaram meses sem jogar esperando a janela de transferência e Felipe já está sofrendo os efeitos da idade, que lhe tirou a explosão e seu mais característico drible, jogar a bola na frente e sair correndo atrás depois de fintar o marcador.
Sim, há mais jogadas bonitas, melhor articulação na saída de bola, mas continua a falta de objetividade no ataque e, principalmente, aparece falta de gás no fim dos jogos. Locutores de futebol às vezes parecem não ter jogado nem umas fanáticas peladinhas: todo mundo sabe que as últimas partidas são disputadas sem nenhuma organização, com os caras em melhor forma física parecendo que jogam muito mais só porque conseguem sair correndo e passando por todos os seus marcadores já com a língua de fora e pensando na cervejinha com a galera. Times que desmontam no fim, após correr o tempo todo com um a menos, ou ter chegado de uma longa viagem, ou de ter feito vários jogos, são dados como "demolidos" pelo adversário, mesmo que em 70 minutos tenham sido páreo duríssimo. O inverso também acontece: equipes que sofrem marcação por pressão inclemente, levam dois ou três gols e depois, quando o adversário cansa, equilibram as ações e fazem um ou dois gols, fazem-no por "terem encontrado seu jogo" e não porque seus oponentes cansaram!
É por isso que comentarista esportivo, ao contrário do que acha o Matinas Suzuki Jr., não só tem que ter time, pra acompanhar futebol desde moleque, como também tem que ter jogado muito rachão e, se possível, ainda disputar um casados x recasados ou tarimbados x veteranos de vez em quando. Como em qualquer atividade, é fazendo que se aprende.
PC fez uma espécie de mea culpa, dizendo que não soube administrar a boa campanha e deixou a equipe relaxar depois que o fantasma do rebaixamento foi afastado. No entanto, uma rápida análise das efemérides do certame nos leva a perceber que o começo da queda do Vasco, por uma incrível coincidência, deu-se quando da estreia de Felipe, Zé Roberto e Eder Luís.
A Navalha de Occam é uma ferramenta lógica. Basicamente diz que, se há várias explicações para um fato, a mais simples é a mais correta. Então que tal descartarmos que a queda de rendimento do Vasco foi mera coincidência? Apesar de medíocres, os garotos e desconhecidos que recuperaram o Vasco, fazendo uma longa sequência de empates fora de casa/vitórias no Rio, eram jovens, precisando ainda se firmar e, portanto, mais dispostos a correr até o fim, mesmo que os salários não estivessem em dia. Felipe, Zé Roberto e, menos, Éder Luís, chegaram fora de forma, ficaram meses sem jogar esperando a janela de transferência e Felipe já está sofrendo os efeitos da idade, que lhe tirou a explosão e seu mais característico drible, jogar a bola na frente e sair correndo atrás depois de fintar o marcador.
Sim, há mais jogadas bonitas, melhor articulação na saída de bola, mas continua a falta de objetividade no ataque e, principalmente, aparece falta de gás no fim dos jogos. Locutores de futebol às vezes parecem não ter jogado nem umas fanáticas peladinhas: todo mundo sabe que as últimas partidas são disputadas sem nenhuma organização, com os caras em melhor forma física parecendo que jogam muito mais só porque conseguem sair correndo e passando por todos os seus marcadores já com a língua de fora e pensando na cervejinha com a galera. Times que desmontam no fim, após correr o tempo todo com um a menos, ou ter chegado de uma longa viagem, ou de ter feito vários jogos, são dados como "demolidos" pelo adversário, mesmo que em 70 minutos tenham sido páreo duríssimo. O inverso também acontece: equipes que sofrem marcação por pressão inclemente, levam dois ou três gols e depois, quando o adversário cansa, equilibram as ações e fazem um ou dois gols, fazem-no por "terem encontrado seu jogo" e não porque seus oponentes cansaram!
É por isso que comentarista esportivo, ao contrário do que acha o Matinas Suzuki Jr., não só tem que ter time, pra acompanhar futebol desde moleque, como também tem que ter jogado muito rachão e, se possível, ainda disputar um casados x recasados ou tarimbados x veteranos de vez em quando. Como em qualquer atividade, é fazendo que se aprende.
julho 14, 2010
Meu Editorial no Globo de 11 de Julho
Neste domingo, 11 de julho, saiu na página de Opinião do Globo, um texto meu defendendo o Dunga. A ideia foi do Arnaldo, que apesar de odiar o futebol-pragmático do ex-volante, achou que alguém tinha que contrabalançar todas as críticas que o jornal andara fazendo a ele - na página oposta, por exemplo, Aldir Blanc descia-lhe o malho. Abaixo o texto e mais abaixo ainda, a matéria como saiu no jornal - basta clicar na foto pra ver em tamanho que permita a leitura.


Clique nas imagens acima para ampliar e ler

A página dupla, com Aldir Blanc atacando Dunga embaixo à esquerda

A página completa com o texto. Clicando nele você poderá ler a coluna na extrema esquerda, SEM PERDÃO, ou leia abaixo:
Tudo bem, o Dunga é grosseirão, mas quanto você aguentaria se há vinte anos o tratassem como se tivesse desencadeado o Dilúvio sobre a Idade de Ouro do futebol, transformando com seus poderes malignos a beleza do jogo em uma sucessão de lances ríspidos sem significado, fazendo de uma saga mitológica uma metáfora para a banalidade da vida? Outro jogador teria dado a volta por cima ao levantar a taça em 94, mas Dunga nunca foi perdoado pelo que nunca disse. Pelo contrário, passou a ser tratado como se aquele título fosse uma ofensa pessoal ao mítico time de 82, para mostrar que Zico & cia. eram uns incompetentes.
Não vale a pena aqui falar de Dunga como jogador, nunca errando um passe, apoiando os laterais, fazendo gols e lançamentos e demonstrando quase uma onipresença na marcação. A maioria do público só presta atenção em quem faz os gols ou dá os dribles inúteis (cf. Denílson). Mas, para um treinador principiante jogado aos leões no comando da seleção, seu saldo foi muito mais para o lado positivo. Com as carreiras de Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo e os Ronaldos encerradas de fato ou na prática, o Brasil perdeu os pilares que tinha desde 1995. Às vésperas da Copa, Adriano fez uma vigorosa campanha por sua ausência. Sem nenhuma revelação de supercraque no quadriênio, algo que não acontecia há mais de duas décadas, ainda assim ele montou uma equipe respeitada, temível, e que durante quatro jogos e meio teve os adversários no Mundial exatamente onde quis e talvez tivesse até a final não fosse por um frango de Júlio César.
Seu tão criticado esquema de três volantes e um armador é basicamente o mesmo de 94, 98 e 2002, que nos levou a três finais consecutivas, só que mais rápido e incisivo no contra-ataque, mesmo sem tantos craques na criação. E, por favor, não vamos falar de Neymar e Ganso, cujas únicas credenciais são um título paulista sobre um time sem tradição, enquanto os mais tradicionais estavam mais preocupados com a Libertadores. Os dois foram incapazes de levar a seleção sub-20 ao título, o que levaria a crer que menos de um ano depois, sem nenhuma preparação, poderiam ser melhor sucedidos jogando contra gente grande? Em 2002 Diego e Robinho fizeram do Santos o campeão brasileiro e hoje só um deles é titular e olha que Dunga insistiu bem com o primeiro e mesmo assim longe de ser unanimidade. Em 1990 Lazaroni levou Bismarck para preparar o próximo supercraque brasileiro (ha, ha, há) e em 2002 Felipão levou um jovem Kaká que jogou cinco minutos tão catastróficos que não foi cogitado para mais nada no resto do Mundial.
Por falar em Felipão, sua possível volta parece contentar a todos. Se olharmos de perto, veremos que ele é um técnico grosso, que manda bater, que durante muito tempo tratou mal a imprensa, que foi criticado por montar um time que jogava feio, que não levou um craque que a torcida queria (Romário), que escalou apenas um armador no meio-campo e que proibiu sexo aos jogadores. Afinal de contas, qual a diferença dele para o Dunga?
O título.
Futebol-arte é volta olímpica, o resto é Cirque du Soleil.


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A página dupla, com Aldir Blanc atacando Dunga embaixo à esquerda

A página completa com o texto. Clicando nele você poderá ler a coluna na extrema esquerda, SEM PERDÃO, ou leia abaixo:
Tudo bem, o Dunga é grosseirão, mas quanto você aguentaria se há vinte anos o tratassem como se tivesse desencadeado o Dilúvio sobre a Idade de Ouro do futebol, transformando com seus poderes malignos a beleza do jogo em uma sucessão de lances ríspidos sem significado, fazendo de uma saga mitológica uma metáfora para a banalidade da vida? Outro jogador teria dado a volta por cima ao levantar a taça em 94, mas Dunga nunca foi perdoado pelo que nunca disse. Pelo contrário, passou a ser tratado como se aquele título fosse uma ofensa pessoal ao mítico time de 82, para mostrar que Zico & cia. eram uns incompetentes.
Não vale a pena aqui falar de Dunga como jogador, nunca errando um passe, apoiando os laterais, fazendo gols e lançamentos e demonstrando quase uma onipresença na marcação. A maioria do público só presta atenção em quem faz os gols ou dá os dribles inúteis (cf. Denílson). Mas, para um treinador principiante jogado aos leões no comando da seleção, seu saldo foi muito mais para o lado positivo. Com as carreiras de Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo e os Ronaldos encerradas de fato ou na prática, o Brasil perdeu os pilares que tinha desde 1995. Às vésperas da Copa, Adriano fez uma vigorosa campanha por sua ausência. Sem nenhuma revelação de supercraque no quadriênio, algo que não acontecia há mais de duas décadas, ainda assim ele montou uma equipe respeitada, temível, e que durante quatro jogos e meio teve os adversários no Mundial exatamente onde quis e talvez tivesse até a final não fosse por um frango de Júlio César.
Seu tão criticado esquema de três volantes e um armador é basicamente o mesmo de 94, 98 e 2002, que nos levou a três finais consecutivas, só que mais rápido e incisivo no contra-ataque, mesmo sem tantos craques na criação. E, por favor, não vamos falar de Neymar e Ganso, cujas únicas credenciais são um título paulista sobre um time sem tradição, enquanto os mais tradicionais estavam mais preocupados com a Libertadores. Os dois foram incapazes de levar a seleção sub-20 ao título, o que levaria a crer que menos de um ano depois, sem nenhuma preparação, poderiam ser melhor sucedidos jogando contra gente grande? Em 2002 Diego e Robinho fizeram do Santos o campeão brasileiro e hoje só um deles é titular e olha que Dunga insistiu bem com o primeiro e mesmo assim longe de ser unanimidade. Em 1990 Lazaroni levou Bismarck para preparar o próximo supercraque brasileiro (ha, ha, há) e em 2002 Felipão levou um jovem Kaká que jogou cinco minutos tão catastróficos que não foi cogitado para mais nada no resto do Mundial.
Por falar em Felipão, sua possível volta parece contentar a todos. Se olharmos de perto, veremos que ele é um técnico grosso, que manda bater, que durante muito tempo tratou mal a imprensa, que foi criticado por montar um time que jogava feio, que não levou um craque que a torcida queria (Romário), que escalou apenas um armador no meio-campo e que proibiu sexo aos jogadores. Afinal de contas, qual a diferença dele para o Dunga?
O título.
Futebol-arte é volta olímpica, o resto é Cirque du Soleil.
Etiquetas:
balipodo,
cabotinismo,
copa do mundo,
futebol
julho 12, 2010
Manchete Surreal do Dia
BOLA APARECE PARA DEPOR NO CASO BRUNO
O que ela ia dizer? "Ele vivia tentando me agarrar, me chutava e me jogava pros companheiros tentarem me matar"?
O que ela ia dizer? "Ele vivia tentando me agarrar, me chutava e me jogava pros companheiros tentarem me matar"?
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