maio 26, 2011

Fortaleza 2011







As portas da percepção.

Fortaleza 2011



A chorus line.

Fortaleza 2011


O pão nosso de cada dia.

Fortaleza 2011


Como já dizia o Zé, não confie nesses cearenses...

maio 25, 2011

Blue

Aniversário do Arnaldo






Um pouco atrasado, mas tá valendo...

A Solidão e sua Porta

Carlos Pena Filho

Quando mais nada resistir que valha
A pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(Nem o torpor do sono que se espalha)

Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
E até Deus em silêncio se afastar
Deixando-te sozinho na batalha

A arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório
E de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.

Onde um Pneu é um Porta-Aviões




O cara que bolou essa frase aí tem uma verdadeira cadeia de lojas na capital do Siará (sic) e é considerado um gênio de marketing. O enunciado entretanto, em sua afirmação do óbvio, só conseguiu deixar o blogueiro imaginando que em Fortaleza existiriam lugares com estranhas implicações filosóficas em que pneus seriam outras coisas e todos nós poderíamos nos defrontar com o que somos, o que poderíamos ter sido, o que fomos e o que seremos. Onde será que um pneu não é um pneu?

Eu e Tardin em Fortaleza

O Marcos me hospedou em Fortaleza e ciceroneou-me como pôde pela cidade onde é diretor de uma tevê.

Tardin supervisiona seu império na tevê O Povo.

Segundo ele, a foto ao lado desta estátua é um clássico dos turistas. Só pedi pra tirar o retrato de perfil ao lado pra parecer um pouquinho menos óbvio.



A mesma foto, porém com o celular. A grande angular não permitia que as cabeças ficassem do mesmo tamanho.

Marcos falando ao telefone em frente a uma instalação do excelente Centro Cultural Dragão do Mar.

Um Celular com Câmera no Aterro








Um homem usa o lixo pra criar brinquedos no Aterro. O aviãozinho ele disse que era pro sobrinho dele, mas os carrinhos de Coca-Cola pet ele faz pra vender, mesmo...


Pássaros Feridos


Um mergulhão com asa quebrada (sim, dá pra ver que é um osso oco) tenta sobreviver nas águas imundas do Aterro. O blogueiro chamou os bombeiros pra atender à ave, mas não ficou pra esperar pelo resgate.

Um Celular com Câmera no Aterro


O Medo é uma Mentira.

Zé José Media Carlo Mossy e Nicole Puzzi em Debate sobre Pornochanchada

Um dos dinheiros mais fáceis que já vi alguém ganhar. Nosso amigo Zé abriu a boca pra declarar aberto o debate, calou-se durante duas horas e só voltou a se manifestar pra dizer que era hora de fechar o Centro Cultural da CEF e terminar o encontro.


Zé está voltando a parecer o Falcon


Nicole Puzzi, ainda uma mulher bonita, mesmo sem excesso de plásticas, lábios de silicone ou botox, discorre sobre sua nova grande paixão, Nietszche.


Zé media o debate.


Bastou chegar o Bigode pro clima esquentar na mesa, mas ele ficou pouco


Uma foto com flash, pra variar


Zé continua mediando o debate


Cláudia Alencar senta à mesa


Cláudia Alencar e sua amiga Nicole Puzzi são mediadas pelo Zé




Carlo Mossy


Sílvio foi ao debate e confessou a Nicole que ela foi sua musa na adolescência e que ficava puto quando John Herbert a maltratava nas telas


Suélen foi assistir ao debate e a Gisele foi a curadora

Depois do debate, Nicole foi discutir filosofia com o Sílvio

E depois da filosofia, foi hora de ir ao show do Gerson King Combo ali do lado, no Rival. Duas lendas vivas dos anos 70 na mesma noite!



maio 18, 2011

Jericoacoara

Prévia da viagem.


maio 11, 2011

Um Celular com Câmera Voltando pra Casa

Zoom digital do celuba faz o que pode pra mostrar o Cristo e a Lua.


maio 02, 2011

Thor

Um quatro-olhos gordo cheio de junk food sentou do meu lado e passou a sessão inteira com o fone do seu iPhone enviado no ouvido direito. Algumas filas adiante, um mortal digitava incessantemente em seu smartphone. E na saída tropeçava-se nesse sujeito aí. Não havia dúvida nenhuma, estávamos em uma sessão de Thor.



Com Kenneth Brannagh encarregado de gritar “ação” prum bando de sujeitos com fantasias de guerreiros e reis declamando um inglês colorido (1) e um roteiro engendrado pelo mesmo vivente que escreve o gibi do deus do trovão, as expectativas eram boas. No entanto, o filme começa desnecessariamente bombado e tenta fazer de uma kombi metida a besta rodando no deserto uma jornada perigosa. Começar um longa já na adrenalina costuma transformar as cenas iniciais em um tédio por comparação. Como são estas que têm que explicar a história e criar a empatia com os personagens, é muito fácil se perder assim o interesse do público. Normalmente a hipercinese é um sintoma de fitas mal escritas usando o recurso para disfarçar a falta de ação dramática em sua estrutura. Mau sinal.



Quando o cenário muda para Asgard e após uma brevíssima introdução do protagonista e seus coadjuvantes imortais a tela exibe mais e mais overkill na ação, o blogueiro lembrou-se subitamente da adaptação que Brannagh fez nos anos 90 para “Frankenstein” e seu único pensamento foi “danou-se”. Felizmente foi um erro e logo a direção acalma e a muito bem amarrada historinha carrega a superprodução suavemente, com um clima melodramático e levemente bem humorado. Como os melhores exemplos do gênero (Super-Homem, X-Men 1, Homem-Aranha 1 e 2), ela remete às grandes tramas de Stan Lee e seu acordo tácito com o leitor de que aquilo tudo é quadrinhos e não é pra ser levado tão a sério assim literariamente.



A direção de Brannagh é sólida, mas impessoal. Ao contrário do gratuito Frankenstein, em que a abundância de cenas de ligação fez o inglês bombar tudo, com uma câmera que nunca parava quieta sequer em nenhum dos longos e mal escritos diálogos de exposição, a direção exagerada do fã do bardo funciona no universo stanleeano (2) que é uma beleza. Kenneth parece ter aprendido a lição e não abusa de travellings, pannings e – graças a Deus – muito menos do “cameraman-com-mal-de-Parkinson-béri-béri-impaludismo-e-tremedeira-tudo-ao-mesmo-tempo-agora”. Em compensação o longa é cheio de tomadas com o horizonte inclinado sem nenhum motivo em especial (Thor vivendo num mundo diferente?). Também pouco inspirado é o visual dos imortais. Os gigantes de gelo e seu líder parecem primos do Darth Maul e os trajes dos deuses nórdicos têm uma aparência muito mais plástica do que metalizada (fato do qual a produção estava ciente, já que rende a melhor piada do filme). A ponte do arco-íris, que o ator shakespeariano (2) disse ter sido um desenho altamente discutido por sua importância, parece exatamente a primeira coisa em que um diretor de arte mediano iniciante pensaria.

Natalie Portman vive uma Jane Foster que é claramente uma personagem spielberguiana (2), a cientista talentosa meio nerd e com óbvia criação de classe média. Chris Hemsworth conseguiu chamar a atenção numa minúscula ponta (ainda que numa das melhores cenas) de “Star Trek” e lida bem com o trajeto de Thor de fanfarrão a humanista – e olha que esse trajeto exige muita boa vontade dos espectadores, já que aparentemente ele leva um dia e meio. Magia do cinema, suspensão de incredulidade, seja lá qual for o nome, está em ação apenas uma antiquíssima máxima do cinema que muitos diretores de filmes-pipoca hoje em dia parecem ignorar em favor do design e da hipercinese – se a fita nos diverte e entretém, aceitamos um monte de incongruências. Se o blogueiro fosse o script doctor do projeto, incluiria alguma referência na seção em Asgard sobre Thor tendo desprezo pelos mortais, por não terem valor e precisar que os aliendeuses nórdicos lutassem por eles. Depois de sua convivência ele perceberia que em todos os tipos de viventes há sempre aqueles valorosos e aqueles escrotos e daí se tornaria o humanista (gigantedegelista?) da cena final. Mas, como funciona de qualquer maneira, fica por isso mesmo.

Ainda no quesito elenco, Anthony Hopkins usa sua belíssima dicção inconfundível pra compor seu Odin e receber um contracheque sem se esforçar muito. Renee Russo é a prova de que os deuses já conheciam o botox e Idris Elba tem o porte e a voz (ajudada digitalmente) do guardião de qualquer coisa. Tom Hiddleston faz o Loki, que, ao contrário dos quadrinhos, tem um arco completo de personagem, indo de irmão traquinas e invejoso a arquivilão acrescentando mais dimensão ao deus da trapaça nas telas do que ele tem nos quadrinhos. O ator desincumbe-se bem e chega mesmo a conquistar nossa simpatia e sua historinha desenrola-se no melhor clima Stan Lee, sem a menor sutileza. Hiddleston chega mesmo quase literalmente a gritar “DEEEEEEEEEEEEEUUUUUUUUSSSSSSS, POOOOOOOOOORRR QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?”. Não, na verdade não chega a tanto, ele apenas grita um melodramático “POOOOOOOOOORRR QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?” pro Odin, e levando-se em conta que Odin é o deus supremo da parada, a ilação é inevitável. James Dean teria feito diferente, mas Marvel Studios não é Actor's Studio e as nuances do Método nunca se deram muito bem com Shakespeare, o que dizer um pastiche do bardo...

Portanto, se você é um nerd, curte filmes de ação com um clima spielberguiano (2), está a fim de se divertir sem adquirir ao mesmo tempo vastos conhecimentos de linguagem cinematográfica (mas pelo menos um pouco no quesito eficiência narrativa) ou simplesmente não tem nada melhor a fazer do que ficar vendo longas 3D, Thor é garantia de duas horas bem gastas. A fita é da boa. Barra limpa é o nobre Thor.

P. S.: Nerds e fãs da Marvel em geral vão se arrepiar de emoção com a cena pós-crédito. A melhor dessas papagaiadas que o blogueiro já viu.

(1) O tradutor não se animou com os diálogos mais requintados dos asgardianos e verteu tudo para o português coloquial mesmo. Além disso, cometeu vários atentados ao bom-gosto em coisas como “apenas 1 de nós”. Ora, raios, a fita está em cartaz em versões dublada e legenndada, será que não dava pra pressupor que os analfabetos iriam ver os deuses entonando a última flor do Lácio e caprichar no vocabulário na versão legendada? Afinal de contas, o gibi é famoso justamente pelas falas pomposas de seus personagens, num intencional pastiche que Stan Lee fez de Shakespeare, seu autor favorito, porque DEUSES NÃO USARIAM O NOSSO LINGUAJAR URBANO DO DIA A DIA.

(2) Como já dizia o Arnaldo Branco, artistas bem-sucedidos acabam virando adjetivos na mão de críticos nem tanto.

Estranhas Práticas Sexuais em Ipanema