fevereiro 03, 2011

Um Celular com Câmera no Aterro





Repare no gerador pro amplificador... é o que fica fazendo o esporro, "vrrrrrrr"...

Esta Semana na General Polidoro




Sexta-Feira é Dia de Soltar Pipa no Cemitério




Pipa - fascinando gerações há séculos. Um brinquedo imortal.

Um Celular com Câmera


Por favor, me digam que é uma nova variedade e não o novo nome para chope escuro... (Manoel & Joaquim da Lapa)

Edgar Allan Poe para... crianças... jura?



Nos anos 50 a qualidade das animações Disney decaiu. Alguns de seus melhores animadores, cansados com o tratamento dispensado pelo Walt, saíram pra fundar a UPA, que iria experimentar com animação limitada, novos formatos e vanguardismo - entre outras coisas, criou Mr. Magoo e Gerald McBoingBoing e vários clássicos, entre eles esta adaptação de 1954 de um conto de Edgar Allan Poe (!!), o macabro O CORAÇÃO REVELADOR (!!!), sobre um psicopata assassino (!!!!) narrada insanamente por James Mason (!!!!!).

Eles realmente faziam coisas assim pras crianças nos anos 50???

Trinta Anos de Heavy Metal - Universo em Fantasia


A revista estava fazendo a cabeça de nossa geração - Moebius, Dionnet, Druillet, Crepax, Rich Corben e muitos outros - e o desenho chegou no auge da badalação. Já faz tanto tempo que a gente até esquece que esses artistas foram os pilares e uma das principais influências estéticas e culturais dos anos 80. Linha clara, jazz, film noir, anos 40, sexo, Bogart, boa parte do que fez aquela década saiu das páginas daquela publicação.

Hoje em dia o longa está um tanto ultrapassado, mas a sequência de abertura continua divertida e inventiva. Pegue em DVD e divirta-se um pouco com um episódio antecipando a mistura de noir e sci-fi de Blade Runner, outro ironizando a Marvel, outro homenageando Tales from the Crypt, muito sexo e um miniépico imitando Moebius no final.

(Segundo comentaristas do YouTube, o carro é um Corvette 1958 e não 1960, porque os modelos 1960 tinham os faróis pintados e não cromados como o do astronauta).

Como se Livrar de Mulher Chata

Um Agente de Imigração americano achou uma ótima maneira de se ver livre da patroa sem ter que pagar um divórcio: assim que ela viajou pro Paquistão pra visitar a família, ele incluiu o nome da jararaca na lista de suspeitos proibidos de voar pros EUA, ação que não precisa de nenhuma justificativa e nem permite defesa. Levou três anos pra mulher conseguir desfazer a confusão e voltar pra casa. Democracia nos olhos dos outros é refresco.

Hoje...

... Maria Schneider tomou no cu.

fevereiro 02, 2011

A Situação no Egito

Paul Krugman, discípulo radical de Keynes, o primeiro a avisar antes mesmo do Obama tomar posse, que a sua moderação só iria complicar a crise, é um articulista tão bom que é publicado até no Globo. O Marquinhos, antes de virar reaça, dizia que gostava de lê-lo por ser o único colunista não neoliberal do jornal das Organizações.

Pois esta semana em seu blog Krugman mostra porque é tão respeitado e já levou um Prêmio Nobel ao falar aqui sobre os acontecimentos atuais no Egito. O mundo não seria um lugar melhor se todos pensassem como ele?

(Está bem, você ficou com preguiça de clicar? Ele escreve que não sabe nada, não conhece nada sobre o Egito e nem estudou sua economia e, portanto, nada vai falar sobre o assunto, tornando-se talvez o primeiro colunista da história a não querer dar sua opinião desabalizada sobre um assunto que desconhece).

fevereiro 01, 2011

A Primeira Doença da Modernidade

Não foi o estresse e nem a depressão, embora essas duas sejam a cara da Era da Máquina. Hoje em artigo no Globo discute-se como se está próximo de sua erradicação, graças à tecnologia moderna. No entanto foi exatamente a melhoria das condições de vida advindas da Revolução Industrial que proporcionou não seu surgimento, mas seu desenvolvimento. Até que o número de casos atingiu índices alarmantes mesmo nos países mais ricos. Aliás, o mais intrigante é que era justamente neles...

Todo mundo tem um(s) amigo(s) que gosta de repassar e-meios espirituosos, às vezes com anexos com arquivos de PowerPoint. Logo, as chances são boas de que você já tenha recebido aquela apresentação sobre como o pessoal que viveu antes dos anos 80 conseguiu sobreviver sem milhões de medidas de segurança e supervisão constante dos adultos através de celulares, creches e escolas. Se entretanto você é um sujeito impopular, que não recebe cartinha eletrônica de ninguém, pode checar os slides aqui ou só o texto mesmo aqui. Pode parecer piada, mas a verdade é que a falta de exposição ao mundo real pode causar problemas sérios e um dos primeiros que surgiu quando a humanidade começou a modificar o planeta para que ele parecesse um condomínio de luxo foi a poliomielite.



Embora haja descrições da doença até no Antigo Egito, a pólio sempre foi uma doença com pouca penetração e menos ainda repercussão. Tanto que só foi classificada em 1840. E justamente a partir da segunda metade do século XIX é que ela começou a atingir proporções epidêmicas, principalmente nos países desenvolvidos, chegando a números alarmantes por volta de 1910. O que aconteceu nessa época para propiciar essa difusão?

A melhoria da higiene.

Sim, exatamente. Com mais cidades construindo esgotos e aperfeiçoando as condições sanitárias, menos crianças passaram a ter contato com o vírus, que vive normalmente no intestino e se espalha através de ingestão de partículas fecais (ou por transmissão oral-oral). Anteriormente o agente patogênico era praticamente ubíquo e as pessoas tinham contato com ele desde o nascimento, o que reforçava suas imunidades natural e herdada pelo aleitamento. A idade típica dos casos da doença era por volta de seis meses, o que mostra que as crianças eram expostas desde muito jovens a ela.

Mas com a melhora das condições higiênicas e sanitárias, os cidadãos das nações mais desenvolvidas não tinham contato com o vírus e iam aos poucos perdendo suas defesas. A idade típica dos casos subiu para quatro anos e o número de casos subiu estratosfericamente. Em pleno século XX atingia pessoas normalmente pouco sujeitas a epidemias, como Franklin Roosevelt. Em 1950 ainda era preocupante e a busca de uma vacina era uma prioridade em todo o mundo. Tanto que acabaram conseguindo, primeiro a Salk, depois a muito melhor Sabin.

Hoje em dia a pólio está erradicada das Américas e só em meia dúzia de nações ela ainda é considerada endêmica. Numa delas, o Egito, tão em voga atualmente, há anos não se tem um novo caso. O vírus nos acompanhou sem causar grande dano em toda a história da civilização e somente mostrou força quando a Revolução Industrial começou a criar em alguns lugares no mundo mais um confortável jardim do que o acidentado planeta abrigando a luta pela sobrevivência. Por isso mesmo, existe hoje em dia uma corrente médica que, mais ou menos no espírito dos slides do PowerPoint acima, pregam que criança possa comer uma bala que caiu no chão (de casa, não na rua, também não precisa exagerar) e nem precisa se preocupar tanto com higiene a ponto de transformar prática de esportes e tratamento de arranhões um festival de paranoia. Afinal de contas, somente se nos expormos à vida é que ela se expõe a nós.

janeiro 31, 2011

O Monstro do Lago Johvi

Quando as divisões Panzer dormiam, tinham pesadelos com blindagens inclinadas e canhões grandes em carrocerias pequenas. Com os T-34, para ser mais exato. Quando ele apareceu em batalha na Operação Barbarossa, a chapa quente em cima do motor era praticamente o único lugar onde um tiro de tanque nazista poderia afetá-lo. O T-34 soviético era um carro de combate tão bom e adaptável que sua carreira não acabou com o fim da II Guerra e alguns deles ainda estavam combatendo nos conflitos da ex-Iugoslávia em plenos anos 90.

Mas esse aí do vídeo, embora inteiro, parou de batalhar há 66 anos. Exibindo insígnias nazistas, o blindado com certeza foi capturado e usado pelos alemães, que sabiam das qualidades do modelo e provavelmente sem combustível foi abandonado numa retirada na Estônia, perto de Johvi, em 1944. Os germânicos não podiam deixá-lo para ser reutilizado pelos seus perseguidores e o afundaram dirigindol-o direto para um pequeno lago. Um garoto das redondezas andando pela área na época ficou intrigado com os rastros de esteira que iam em direção às aguas e com as bolhas de ar que ficaram estourando durante dois meses e, décadas depois, contou a história para uma Associação de História local.

O resultado foi o resgate aí de cima. Mergulhos confirmaram que naquele lago havia de fato um monstro - mecânico, mas um monstro, de 26 toneladas. Preservado sob três metros de limo, sem corrosão, os sistemas aparentemente recuperáveis, ele está sendo restaurado para ser usado talvez em passeios turísticos. Mais detalhes e fotos de boa resolução podem ser encontrados aqui.

janeiro 22, 2011

Me





Sala dos espelhos no Parque Shanghai

O Monstro do Museu da Marinha





Uma bizarra tentativa de montar um guia multimídia para uma sala do museu da marinha acaba criando uma aberração retro-future que um dia certamente se libertará e, como um golem indestrutível, deixará em seu rastro irresistível choro e ranger de dentes

Vida

Você não vive sua vida
A vida vive você

O ar respira você
E você ilumina o destino
dos raios do sol

As mulheres amam você
E seus inimigos odeiam você

Seus filhos o criam
E você é um instrumento
de sua arte e seu ofício

A mão que segura o formão
Para que a pedra possa exibir
sua verdadeira forma

A vida faz você, ama você,
gasta você, mata você
E o mundo dela gira alegremente
Em torno de você

Enquanto a vida te cerca em todos os lugares
E ninguém e nada sob o sol consegue fugir dela

Uma Noite no Parque Shanghai I





A Fronteira Final - A Série Original de Star Trek - A Clássica Jornada nas Estrelas

Por Qualquer Outro Nome




*pelo blogueiro convidado Roger Filósofo


De um modo geral, os roteiristas da série original de Jornada nas Estrelas gostavam de criar situações nas quais poderiam enaltecer as qualidades humanas. Não só as cognitivas, mas, sobretudo, os sentimentos da espécie - nem sempre os mais nobres. Capitão Kirk e sua tripulação eram rotineiramente expostos a seres e máquinas que demonstravam força e inteligência muito superiores às nossas. Não obstante, sempre conseguiam uma maneira de superar essas dificuldades com astúcia e apelos emotivos típicos.

Desnecessário relacionar todos os episódios em que se procedeu assim. Basta examinar o caso exemplar do divertido Por Qualquer Outro Nome, dirigido por Marc Daniels, que foi ao ar em 23 de fevereiro de 1968. Nessa história, a tripulação da Enterprise é tomada de refém pelos kelvans, seres da galáxia de Andrômeda, muito mais avançados tecnologicamente, que, depois de um acidente, capturam a nave por meio de um pedido de socorro ardiloso, a fim de poderem voltar para seu planeta e invadirem os domínios da Federação. As armas que possuem permitem reduzir a maior parte da equipe a sua essência mínima em um pequeno sólido geométrico. São também capazes de adaptar as máquinas para operarem de maneira que possam levá-los em velocidade surpreendente de um lado a outro do universo. Ameaçado de ver toda humanidade subjugada pelos alienígenas de Andrômeda, Kirk tem a ideia bem sucedida de provocar sensações humanas incontroláveis nestes seres que se disfarçavam em corpos humanos, mas que desconheciam suas potencialidades emocionais. Com a confusão de ciúmes, atração sexual, embriaguez e fúria os kelvans aceitam se render aos apelos dos trekkies e procuram ter um entendimento amigável com todos.

Na época que Jornada foi ao ar pela primeira vez, já eram comuns as críticas pós-modernas ao domínio da racionalidade sobre a formação do indivíduo, enquanto se defendia a valorização das narrativas subjetivas que cada pessoa faz da história de sua vida. Em um contexto mais amplo, isso significaria que todas as afirmações teóricas de qualquer um, seja cientista ou não, não passariam de uma construção feita sobre o mundo tal como a expressão de um fato e não uma descrição verificável racionalmente.

Jornada nunca pretendeu ser uma série simpatizante do pós-modernismo. Pelo contrário, por vezes, defendia as conquistas positivas das ciências e as soluções racionais para os problemas da humanidade. No entanto, persistia uma tendência em valorizar as atitudes emotivas diante de desafios postos por entidades superiores. Uma tendência que em Filosofia Prática costuma ser definida como boo-hooray. Boo-hooray – ou “choramingas” – é o termos pejorativo usado para designar as teorias éticas emotivistas que sustentam que as regras morais expressam afetos ou sentimentos e não querem afirmar a verdade ou falsidade de uma ação que envolva perda e ganhos entre agentes.

Dorothy C. Fontana foi quem adaptou a história de Jerome Bixby para Por Qualquer Outro Nome. Aqui o choque entre razão e emoção se faz notar de novo e a solução se volta para os aspectos sentimentais e atrativos sexuais da espécie humana. Uma solução fácil, tendo em vista o fato de que quem escreve a narrativa é uma humana e não um vulcano, alien, ou kelvan. Eventualmente, uma resposta emotiva pode ser a melhor escolha a se adotar em algumas situações nas quais a mera razão não possa atuar de modo eficaz sozinha. Contudo mesmo para que essa escolha possa ser considerada adequada é preciso que se faça uma avaliação racional, prévia ou posterior à ação, para saber se emoções podem ser utilizadas em benefício do agente e talvez das outras pessoas envolvidas, em certas ocasiões. De resto fica faltando explicar também como emoções e sentimentos podem superar o ponto de vista “especista” dos autores de romances sem que tal superação pareça arbitrária de uma perspectiva geral. E se o apelo emocional pode responder questões de valor de verdade quando se tratar de, por exemplo, atribuir responsabilidades aos agentes que cometerem ações que atinjam outras pessoas. Mas essa é, bem como as outras, uma objeção que transcende os limites de uma série de entretenimento e mesmo poucos filósofos estão em condições de rebatê-la prontamente.

Um Celular com Câmera

janeiro 20, 2011

Exposição de Escher no CCBB


Um Celular com Câmera na Praça XV



Pegando o carro depois de uma sessão de Michael Powell no CCBB.

janeiro 17, 2011

O Brinquedo do Ano

Às vezes me pergunto se não tenho algumas obsessões meio pervertidas, mas aí bato os olhos em coisas como esta e me pergunto onde o mundo está com a cabeça.
Monte o mastro (epa!) desmontável de alumínio e, seguindo as lições do DVD, faça uma dança sensual para seus amiguinhos de escola! Ganha quem conseguir mais dólares de brinquedo (incluídos na caixa) enfiados na liga da coxa (incluída na caixa). Como o incesto, uma diversão para toda a família!