abril 01, 2010

Lucinda Matlock

Edgar Lee Masters

I WENT to the dances at Chandlerville,
And played snap-out at Winchester.
One time we changed partners,
Driving home in the moonlight of middle June,
And then I found Davis.
We were married and lived together for seventy years,
Enjoying, working, raising the twelve children,
Eight of whom we lost
Ere I had reached the age of sixty.
I spun, I wove, I kept the house, I nursed the sick,
I made the garden, and for holiday
Rambled over the fields where sang the larks,
And by Spoon River gathering many a shell,
And many a flower and medicinal weed—
Shouting to the wooded hills, singing to the green valleys.
At ninety-six I had lived enough, that is all,
And passed to a sweet repose.
What is this I hear of sorrow and weariness,
Anger, discontent and drooping hopes?
Degenerate sons and daughters,
Life is too strong for you—
It takes life to love Life.


E minha pobre tradução:


Eu fui aos bailes em Chandlersville
E joguei cartas em Winchester
Uma vez mudamos de parceiros
A caminho de casa sob o luar de junho
E então encontrei Davis
Casamos e vivemos juntos por 70 anos
Divertindo-nos, labutando, criando 12 filhos
Oito dos quais perdemos
Até que alcancei os sessenta anos
Eu fiei, eu bordei, cuidei da casa e dos doentes
E do jardim, e nos momentos de folga
Perambulei pelos campos onde cantam as cotovias
E perto do Rio Spoon, recolhendo conchas
E flores e ervas medicinais
Gritando às colinas verdejantes, cantando para os vales verdes
Aos noventa e seis havia vivido muito, só isso,
E tive finalmente meu doce repouso
E que é isso que ouço de desespero e cansaço
Fúria, descontentamento e esperanças perdidas?
Filhos e filhas degenerados
Vida é forte demais pra vocês –
É preciso uma vida para amar a Vida.

1 comentário:

Unknown disse...

Gostei da sua "pobre tradução", mas acho que seria:

Oito do quais perdemos
antes de eu fazer sessenta anos

e

É precso viver para amar a vida

Um abraço.